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Segue abaixo a íntegra da entrevista que o Coordenador de Marketing da FEFISA – Eduardo Gyurkovitz concedeu à revista Circuito Mais sobre os cursos superiores e o mercado de trabalho.

Revista Circuito - Quais são as áreas de futuro?

Imaginar como será o Brasil nos próximos anos é um desafio para todos nós. Para traçar um panorama dos principais segmentos com potencial de crescimento, das carreiras mais promissoras e descobrir onde estarão as oportunidades de emprego, destaco 5 áreas: Tecnologia, Agronegócio e Meio Ambiente, Qualidade de Vida, Educação e Entretenimento.

Uma série de mudanças relativas ao trabalho está em curso e será valorizado o profissional que dominar mais de uma área. Será a combinação de duas formações (ou mais) que lhe dará instrumentos para vencer os desafios. Além disso, por causa da tecnologia - o grande motor transformador que permeia todas as áreas citadas -, os limites entre casa e trabalho serão tênues e horário fixo poderá virar ficção. O que importará serão os resultados. É um mundo novo e cheio de possibilidades, inspirador e competitivo.

Revista Circuito - Quais os cursos que a Universidade oferece que se encaixam nessas áreas?

A FEFISA é uma das faculdades mais tradicionais do país, com 38 anos de experiência na formação de profissionais voltados para a área e Educação Física. Diversos profissionais e atletas do esporte brasileiro e de renome internacional passaram pelas salas de aula da FEFISA que sempre objetivou a formação baseada num projeto pedagógico que oferece suporte teórico e ações práticas.

Assim como a Educação Física, os demais cursos da FEFISA também estão voltados para o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Como o curso de Nutrição, Fisioterapia e Turismo, onde o aluno recebe bagagem prática através da vivência em clinica-escola, estágios e programas sociais mantidos pela Instituição. Na parte teoria, priorizamos a formação voltada para o mercado de trabalho, capacitando o aluno para ingressar em diversos segmentos e exercer diversas funções.

Revista Circuito - Quais áreas, dentro desses cursos, estão em ascensão?

No curso de Educação Física, por exemplo, a Licenciatura (que forma professores) tem dado lugar ao bacharelado onde a formação permite ao profissional ampliar as áreas de atuação como preparador físico, personal training, técnico de esportes, administrador ou gerente esportivo, em academias, clubes, reabilitação motora e outras atividades ligadas à área que não sejam escolas.

Outra área que merece destaque é a de entretenimento. Diversão é coisa séria hoje em dia. O mercado de entretenimento se profissionalizou e os consumidores buscam serviços de qualidade, pois cada vez mais, as pessoas valorizam seus momentos de lazer e isso impulsiona o crescimento do setor no País.

Na área de entretenimento, o grande destaque fica para o turismo, apesar do apagão aéreo do último ano. Com suas belas praias e natureza exuberante, o Brasil tem potencial para receber mais do que os cinco milhões de turistas estrangeiros que estiveram aqui no ano passado – mesmo número de turistas que visitaram a Tunísia, país de dez milhões de habitantes, situado no norte da África. Com uma política de investimentos em infra-estrutura, o Ministério do Turismo tem como meta até 2010 gerar 1,7 milhões de empregos no setor e US$ 7,7 bilhões em divisas. Para isso, pretende promover 217 milhões de viagens domésticas e estruturar 65 destinos com padrão de qualidade internacional.

O curso de turismo da FEFISA foi elaborado com o propósito de aproximar o ensino oferecido da futura ação profissional. Durante o curso, várias disciplinas permitem ao aluno o desenvolvimento de atividades práticas e um contato estreito com o mercado. O curso foca as áreas de maior destaque no setor e com maior tendência de ascensão como o turismo de negócios, de aventura, esportivo, ecoturismo, ente outros.

Outra área que merece destaque é o da Nutrição. A forte tendência do mercado do bem-estar e da qualidade de vida passa também pela alimentação saudável e equilibrada. Os profissionais de nutrição vêm ganhando espaço no mercado com velocidade vertiginosa. Além dos setores tradicionais de atuação (hospitais, clínicas, restaurantes e hotéis), novos setores vêm buscando profissionais do setor para gerenciar, pesquisar  educar como clubes, creches, asilos e academias, além de empresas do setor produtivo que já sabem que uma alimentação equilibrada influencia diretamente na produtividade de seus colaboradores.

Revista Circuito - Qual a tendência dos cursos que têm duração de dois anos?

A tendência de consolidação é forte. Conhecidos como Tecnológicos, são cursos com diploma de nível superior, reconhecidos pelo MEC e oferecem algumas vantagens, pois formam de maneira eficaz em menos tempo, apenas 2 anos; exigem menor investimento do aluno já que a sua conclusão é mais rápida; o currículo equilibra teoria e prática; e suas disciplinas podem ser aproveitadas em outros cursos de graduação, além de permitir acesso aos programas de pós-graduação lato e stricto sensu. O egresso do Tecnológico é diplomado e pode seguir a pós-graduação.

Como visam uma rápida qualificação, esses Cursos possibilitam a imediata inserção no mercado de trabalho, ou a oportunidade, para aqueles que já estão no mercado, de conquistar uma nova posição, mudar de atividade, ou mesmo gerenciar o seu próprio negócio. Atenta a essa tendência a FEFISA está abrindo vagas para dois cursos superiores tecnológicos em 2009: Gestão Desportiva e de Lazer e Design de Moda.

Na verdade, os cursos de nível superior mais curtos são, hoje, uma tendência mundial. Dados do MEC apontam que mais de 70% dos jovens americanos estão matriculados no ensino superior graças aos cursos de curta duração dos chamados "Community Colleges", que absorvem metade das matrículas. Na Inglaterra e na Alemanha esse fato se repete.

Revista Circuito - E dos cursos de ensino à distância? Eles darão futuro no Brasil?

Acredito que sim, principalmente nas áreas mais remotas, longe dos grandes centros esta modalidade de ensino democratiza e facilita o acesso ao conhecimento, cumprindo importante papel de inclusão social. E o Brasil, com suas dimensões continentais precisará se estruturar de forma adequada para esta realidade. Mas o ensino à distância não passa somente pela questão estrutural. A cultura da aula presencial ainda é muito forte e o telensino exige mais disciplina e concentração do aluno que o método tradicional. Mas, sem dúvida, se for feito um trabalho sério, o Brasil colherá bons frutos com a educação à distância.

Revista Circuito - Como será a aceitação no mercado de trabalho de uma pessoa que fez um curso de graduação à distância ou de dois anos?

Acredito que o pragmatismo do curso tecnológico responde rapidamente às demandas do mercado que se movimenta e se transforma cada vez mais rápido. Velocidade e assertividade são hoje palavras de ordem nas organizações e os cursos tecnológicos possuem essas qualidades. Já o curso à distância, acredito que sofrerá por algum tempo um pouco de resistência devido à mudança de comportamento que exigirá dos interessados em cursá-lo e do paradigma ainda enraizado que quem estuda sem ir para a sala de aula é acomodado ou não é esforçado.